São Paulo (SP)

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Coordenadas: 23° 33′ 01″ S 46° 38′ 02″ O

Município de São Paulo
“Terra da garoa”
“Sampa”
“Pauliceia”
Do alto, em sentido horário: Catedral da Sé na Praça da Sé; visão geral do centro da cidade a partir do Edifício Copan; Monumento às Bandeiras no Parque Ibirapuera; Museu de Arte de São Paulo (MASP) na Avenida Paulista, Museu do Ipiranga no Parque da Independência e Ponte Octávio Frias de Oliveira na Marginal Pinheiros.

Do alto, em sentido horário: Catedral da Sé na Praça da Sé; visão geral do centro da cidade a partir do Edifício Copan;Monumento às Bandeiras no Parque Ibirapuera; Museu de Arte de São Paulo (MASP) na Avenida Paulista, Museu do Ipirangano Parque da Independência e Ponte Octávio Frias de Oliveirana Marginal Pinheiros.

Fundação 25 de janeiro de 1554 (465 anos)
Gentílico paulistano
Lema Non dvcor dvco
“Não sou conduzido, conduzo”
Prefeito(a) Bruno Covas (PSDB)
(2018 – 2020)
Localização
Localização de São Paulo
Localização de São Paulo em São Paulo
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária São Paulo IBGE/2017
Região imediata São Paulo IBGE/2017
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes
Distância até a capital 1 015 km
Características geográficas
Área 1 521,11 km² (SP: 9º)
Distritos 32 prefeituras regionais
População 12 176 866 hab. (BR: 1º) –  estatísticas IBGE/2018
Densidade 8 005,25 hab./km²
Altitude 760 m
Clima subtropical úmido Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,805 (SP: 14°) – muito altoPNUD/2010
PIB R$ 650 544 788,73 mil (BR: 1º) – IBGE/2015
PIB per capita R$ 54 357,81 IBGE/2015
Página oficial
Prefeitura www.capital.sp.gov.br
Câmara www.camara.sp.gov.br

São Paulo (pronuncia-se AFI[sɐ̃w̃ ˈpawlu] ) é um município brasileiro, capital do estado homônimo e principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul. É a cidade mais populosa do Brasil, do continente americano, da lusofonia e de todo o hemisfério sul. São Paulo é a cidade brasileira mais influente no cenário global, sendo, em 2016, a 11ª cidade mais globalizada do planeta, recebendo a classificação de cidade global alfa, por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC). O lema da cidade, presente em seu brasão oficial, é Non ducor, duco, frase latina que significa “Não sou conduzido, conduzo”.

Fundada em 1554 por padres jesuítas, a cidade é mundialmente conhecida e exerce significativa influência nacional e internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Conta com importantes monumentos, parques e museus, como o Memorial da América Latina, o Museu da Língua Portuguesa, o Museu do Ipiranga, o MASP, o Parque Ibirapuera, o Jardim Botânico de São Paulo e a avenida Paulista, e eventos de grande repercussão, como a Bienal Internacional de Arte, o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, a São Paulo Fashion Week e a Parada do orgulho LGBT.

O município possui o 10º maior PIB do mundo, representando, isoladamente, 10,7% de todo o PIB brasileiro e 36% de toda a produção de bens e serviços do estado de São Paulo, sendo sede de 63% das multinacionaisestabelecidas no Brasil, além de ter sido responsável por 28% de toda a produção científica nacional em 2005, e por mais de 40% das patentes produzidas no país. A cidade também é a sede da B3 (sigla de Brasil, Bolsa, Balcão), a 5.ª maior bolsa de valores do mundo em capitalização de mercado (dados de 2017), resultado da fusão da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA) com a Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (CETIP). São Paulo também concentra muitos dos edifícios mais altos do Brasil, como os edifícios Mirante do Vale, Itália, Altino Arantes, a Torre Norte, entre outros.

A cidade é a 8ª mais populosa do planeta e sua região metropolitana, com cerca de 21 milhões de habitantes, é a 10ª maior aglomeração urbana do mundo. A capital paulista também possui um caráter cosmopolita, sendo que, em 2016, possuía moradores nativos de 196 países diferentes. Regiões ao redor da Grande São Paulo também são metrópoles, como Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba; além de outras cidades próximas, que compreendem aglomerações urbanas em processo de conurbação, como Sorocaba e Jundiaí. Esse complexo de metrópoles — o chamado Complexo Metropolitano Expandido — chegava a 33 milhões de habitantes em 2017 (cerca de 75% da população do estado e 12% da população do país) formando a primeira megalópole do hemisfério sul, responsável pela produção de 80% do PIB paulista e de quase 30% do PIB brasileiro.

História

Fundação

Fundação de São Paulo, quadro de 1913 de Antônio Parreiras

A povoação de São Paulo de Piratininga surgiu em 25 de janeiro de 1554 com a construção de um colégio jesuíta por doze padres, entre eles Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, no alto de uma colina escarpada, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. Tal colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de pilão, tinha, por finalidade, a catequese dos índios que viviam na região do Planalto de Piratininga, separados do litoral pela Serra do Mar, chamada pelos índios de “Serra de Paranapiacaba”.

O nome São Paulo foi escolhido porque o dia da fundação do colégio foi 25 de janeiro, mesmo dia no qual a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso, conforme disse o padre José de Anchieta em carta à Companhia de Jesus:

Período colonial

Pátio do Colégio, no Centro Histórico de São Paulo. Neste local, foi fundada a cidade, em 1554. O prédio atual é uma reconstrução feita na segunda metade do século XX, tendo, como modelos, o colégio e igreja jesuítas que foram erigidos no local em 1653.

Monumento às Bandeiras, em homenagem aos Bandeirantes

Monumento à independência no parque homônimo, situado no local onde foi proclamada a independência do Brasil

O povoamento da região do Pátio do Colégio teve início em 1560, quando, na visita de Mem de Sá, governador-geral do Brasil, à Capitania de São Vicente, este ordenou a transferência da população da Vila de Santo André da Borda do Campo, que fora criada por João Ramalho em 1553, para os arredores do colégio, denominado “Colégio de São Paulo de Piratininga”, local alto e mais adequado (uma colina escarpada vizinha a uma grande várzea, a Várzea do Carmo, por um lado e, pelo outro lado, por outra baixada, o Vale do Anhangabaú), para melhor se proteger dos ataques dos índios. Por ser em uma alta colina, margeada por dois vales (dos rios Tamanduateí e Anhangabaú), era mais seguro que a Vila de Santo André da Borda do Campo (atual cidade de Santo André), próxima à Serra do Mar, que era constantemente ameaçada por índios mais combativos.

São Paulo permaneceu, durante os dois séculos seguintes, como uma vila pobre e isolada do centro de gravidade da colônia, o litoral e se mantinha por meio de lavouras de subsistência. São Paulo foi, por muito tempo, a única vila no interior do Brasil. Esse isolamento de São Paulo se dava principalmente porque era dificílimo subir a Serra do Mar a pé da Vila de Santos ou da Vila de São Vicente para o Planalto de Piratininga. Subida esta que era feita pelo Caminho do Padre José de Anchieta. Mem de Sá, quando de sua visita à Capitania de São Vicente, proibira o uso do “Caminho do Piraiquê” (hoje Piaçaguera), por serem, nele, frequentes os ataques dos índios.

Em 22 de março de 1681, o Marquês de Cascais, donatário da Capitania de São Vicente, transferiu a capital da Capitania de São Vicente para a Vila de São Paulo, que passou a ser a “Cabeça da Capitania”. A nova capital foi instalada, em 23 de abril de 1683, com grandes festejos públicos.

Por ser a região mais pobre da colônia portuguesa na América, em São Paulo teve início a atividade dos bandeirantes, que se dispersaram pelo interior do país à caça de índios porque, sendo extremamente pobres, os paulistas não podiam comprar escravos africanos. Saíam, também, em busca de ouro e de diamantes. A descoberta do ouro na região de Minas Gerais, na década de 1690, fez com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo.

Foi criada, então, em 3 de novembro de 1709, a nova Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, quando foram compradas, pela coroa portuguesa, a Capitania de São Paulo e a Capitania de Santo Amaro de seus antigos donatários. Em 11 de julho de 1711, a Vila de São Paulo foi elevada à categoria de cidade. Logo em seguida, por volta de 1720, foi encontrado ouro, pelos bandeirantes, nas regiões onde se encontram hoje a cidade de Cuiabá e a Cidade de Goiás, fato que levou à expansão do território brasileiro para além da Linha de Tordesilhas.

Quando o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o ciclo econômico paulista da cana-de-açúcar, que se espalhou pelo interior da Capitania de São Paulo. Pela cidade de São Paulo, era escoada a produção açucareira para o Porto de Santos. Nessa época, foi construída a primeira estrada moderna entre São Paulo e o litoral: a Calçada do Lorena.

Período imperial

Largo da Sé em 1880, por Marc Ferrez

Pátio do Colégio em 1898, por Guilherme Gaensly

Após a Independência do Brasil, ocorrida onde hoje fica o Monumento do Ipiranga, São Paulo recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por Dom Pedro I do Brasil em 1823. Em 1827, houve a criação de cursos jurídicos no Convento de São Francisco (que daria origem à futura Faculdade de Direito do Largo de São Francisco), e isso deu um novo impulso de crescimento à cidade, com o fluxo de estudantes e professores, graças ao qual, a cidade passa a ser denominada Imperial Cidade e Burgo dos Estudantes de São Paulo de Piratininga.

Outro fator do crescimento de São Paulo foi a expansão da produção do café, inicialmente na região do Vale do Paraíba paulista, e depois nas regiões de Campinas, Rio Claro, São Carlos e Ribeirão Preto. De 1869 em diante, São Paulo passa a beneficiar-se de uma ferrovia que liga o interior da província de São Paulo ao porto de Santos, a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, chamada de A Inglesa.

Surgem, no final do século XIX, várias outras ferrovias que ligam o interior do estado à capital, São Paulo. São Paulo tornou-se, então, o ponto de convergência de todas as ferrovias vindas do interior do estado. A produção e exportação de café permite à cidade e à província de São Paulo, depois chamada de Estado de São Paulo, um grande crescimento econômico e populacional.

De meados desse século até o seu final, foi o período que a província começou a receber uma grande quantidade de imigrantes, em boa parte italianos, dos quais muitos se fixaram na capital, e as primeiras indústrias começaram a se instalar.

República Velha

Com o fim do Segundo Reinado e início da República a cidade de São Paulo, assim como o estado de São Paulo, tem grande crescimento econômico e populacional, também auxiliado pela política do café com leite e pela grande imigração europeia e asiática para São Paulo. Sobre o grande número de imigrantes na capital paulista, Cornélio Pires recolheu, em seu livro “Sambas e Cateretês”, uma modinha, de 1911, de Dino Cipriano, que descreve a impressão que o homem do interior tinha da capital paulista:

Estação da Luz em 1900

Avenida Paulista em 1902

Durante a República Velha (1889–1930), São Paulo passou de centro regional a metrópole nacional, se industrializando e chegando a seu primeiro milhão de habitantes em 1928. Seu maior crescimento, neste período, relativo se deu, na década de 1890, quando dobrou sua população. O auge do período do café é representado pela construção da segunda Estação da Luz (o atual edifício) no fim do século XIX e pela avenida Paulista em 1900, onde se construíram muitas mansões.

O vale do rio Anhangabaú é ajardinado e a região situada à sua margem esquerda passa a ser conhecida como Centro Novo. A sede do governo paulista é transferida, no início do século XX, do Pátio do Colégio para os Campos Elísios. São Paulo abrigou, em 1922, a Semana de arte moderna que foi um marco na história da arte no Brasil. Em 1929, São Paulo ganha seu primeiro arranha-céu, o edifício Martinelli.

As modificações realizadas na cidade por Antônio da Silva Prado, o Barão de Duprat e Washington Luís, que governaram de 1899 a 1919, contribuíram para o clima de desenvolvimento da cidade; alguns estudiosos consideram que a cidade inteira foi demolida e reconstruída naquele período.

Com o crescimento industrial da cidade, no século XX, para a qual contribuiu também as dificuldades de acesso às importações durante a Primeira Guerra Mundial, a área urbanizada da cidade passou a aumentar, sendo que alguns bairros residenciais foram construídos em lugares de chácaras. A partir da década de 1920 com a retificação do curso de rio Pinheiros e reversão de suas águas para alimentar a Usina Hidrelétrica Henry Borden, terminaram os alagamentos nas proximidades daquele rio, permitindo que surgisse na zona oeste de São Paulo, loteamentos de alto padrão conhecidos hoje como a “Região dos Jardins“. No final da década de 1920 mais precisamente entre os anos de 1928 e 1933 foram elaboradas plantas cadastrais do municipio em escala 1:5.000 e 1:1.000, sendo este o primeiro executado no Brasil e um dos primeiros do mundo pelo uso da aerofotogrametria. Foi um dos pioneiros do mundo, com isso o municipio de São Paulo ganhava um grande detalhamento de seu território por meio da execução rápida da aerofotogrametria rápida quando comparado com levantamentos topográficos, método anteriormente utilizado.

Vale do Anhangabaú na segunda metade da década de 1920.

Revolução de 1932 à contemporaneidade

Anhangabaú nos anos 1950, com destaque para o Palacete Prates em primeiro plano e os edifícios Martinellie Altino Arantes ao fundo

Em 1932, São Paulo se mobiliza no seu maior movimento cívico: a revolução constitucionalista, quando toda a população se engaja na guerra contra o “Governo Provisório” de Getúlio Vargas. Em 1934, com a reunião de algumas faculdades criadas no século XIX e a criação de outras, é fundada a Universidade de São Paulo (USP), hoje a maior do Brasil. Outro grande surto industrial deu-se, durante a Segunda Guerra Mundial, devido à crise na cafeicultura na década de 1930 e às restrições ao comércio internacional durante a guerra, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento econômico muito elevada que se manteve elevada no pós-guerra.

Em 1947, São Paulo ganha sua primeira rodovia asfaltada: a Via Anchieta (construída sobre o antigo traçado do Caminho do Padre José de Anchieta), liga a capital ao litoral paulista. Na década de 1950, São Paulo era conhecida como A cidade que não pode parar e como A cidade que mais cresce no mundo.

São Paulo realizou uma grande comemoração, em 1954, do “Quarto Centenário” de fundação da cidade. É inaugurado o Parque do Ibirapuera, lançados muitos livros históricos e descoberta a nascente do rio Tietê em Salesópolis. Com a transferência, a partir da década de 1950, de parte do centro financeiro da cidade que fica localizado no centro histórico (na região chamada de “Triângulo Histórico”), para a Avenida Paulista, as suas mansões foram, na sua maioria, substituídas por grandes edifícios.

Avenida Prestes Maia, onde hoje está o Anhangabaú, em 1974

No período da década de 1930 até a década de 1960, os grandes empreendedores do desenvolvimento de São Paulo foram o prefeito Francisco Prestes Maia e o governador do estado de São Paulo Ademar de Barros, o qual também foi prefeito de São Paulo entre 1957 e 1961. Prestes Maia projetou e implantou, na década de 1930, o “Plano de Avenidas para a Cidade de São Paulo“, que revolucionou o trânsito de São Paulo.

Estes dois governantes são os responsáveis, também, pelas duas maiores intervenções urbanas, depois do Plano de Avenidas, e que mudaram São Paulo: a retificação do rio Tietê com a construção de suas marginais e do Metrô de São Paulo: em 13 de fevereiro de 1963, o governador Ademar de Barros e o prefeito Prestes Maia criaram as comissões (estadual e municipal) de estudos para a elaboração do projeto básico do Metrô de São Paulo, e destinaram ao Metrô suas primeiras verbas.

No início dos anos 1960, São Paulo já somava quatro milhões de habitantes. Iniciado a sua construção em 1968, na gestão do prefeito José Vicente de Faria Lima, o metrô paulistano começou a operar comercialmente em 14 de setembro de 1974 e em 2016 contava com uma rede de 71,5 quilômetros de extensão e 64 estações distribuídas por cinco linhas. Naquele ano, foram transportados pelo sistema 1,1 bilhão de passageiros.

Em 2008, a cidade de São Paulo ocupava a 56.ª posição no ranking dos 75 mais importantes centros de comércio global, ocupando a 3.ª posição na América Latina.

Vista panorâmica da cidade com destaque para o Espigão da Paulista em 2012.

Geografia

Pico do Jaraguá, o ponto mais alto do município, com 1 135 metros de altitude

Grande São Paulo, Baixada Santista e arredores à noite a partir da EEI

São Paulo é a capital do estado mais populoso do Brasil, São Paulo, situando-se na latitude 23°33’01” sul e na longitude 46°38’02” oeste. A área total do município é de 1 521,11 km², de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), sendo o nono maior em extensão territorial.[3] De toda a área do município, 968,3248 km² são de áreas urbanas (2000), sendo a maior área urbana do país.[6]

São Paulo tem altitude média de 760 metros. O ponto culminante do município é o Pico do Jaraguá, com 1 135 metros de altitude acima do nível do mar, localizado Parque Estadual do Jaraguá, na serra da Cantareira, onde se encontra também a segunda maior floresta urbana do mundo, no Parque da Cantareira.

O intenso processo de conurbação atualmente em curso na Grande São Paulo tem tornado inefetivas as fronteiras políticas entre os municípios da região, criando uma metrópole cujo centro está em São Paulo e atinge municípios, como por exemplo, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema (a chamada Região do Grande ABC), Osasco e Guarulhos, entre várias outros. A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foi criada no ano de 1973 e atualmente é constituída por 39 municípios, sendo a maior aglomeração urbana do Brasil e a terceira maior das Américas, com 20 820 093 habitantes. Seu Produto Interno Bruto (PIB) somava em 2009 cerca de 613 bilhões de reais.

Clima

Tempestade com relâmpagos na cidade

O clima de São Paulo é considerado subtropical úmido do tipo Cfa na classificação climática de Köppen-Geiger (com influência Cwa), com diminuição de precipitações no inverno e temperatura média anual em torno dos 20,1 °C (no período entre 1981 e 2010), tendo invernos brandos e verões com temperaturas moderadamente altas, aumentadas pelo efeito da poluição e da altíssima concentração de edifícios (ilha de calor). O mês mais quente do ano é fevereiro (23,2 °C) e o mais frio é julho (16,7 °C). A precipitação média é de 1 616 milímetros (mm) anuais, concentrados principalmente no verão, sendo janeiro o mês de maior precipitação (288,2 mm). O tempo de insolação é de cerca de 1 893 horas/ano, e a umidade do ar é relativamente elevada, com médias mensais entre 70% e 77%, sendo a média anual de 74%. As estações do ano são relativamente bem definidas: o inverno é ameno e subseco, e o verão, moderadamente quente e chuvoso. Outono e primaverasão estações de transição. Geadas ocorrem esporadicamente em regiões mais afastadas do centro, e em invernos rigorosos, em boa parte do município.

Apesar da maritimidade que evita maiores variações de temperatura, a altitude de São Paulo faz com que nos meses mais quentes sejam poucas as noites e madrugadas cálidas na cidade, sendo que as temperaturas mínimas raramente são superiores a 23 °C num período de 24 horas.

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas registrados em
São Paulo (Mirante de Santana) por meses (INMET, 1961-presente)
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 115 mm 16/01/2017 Julho 70,8 mm 02/07/1976
Fevereiro 109,5 mm 28/02/2011 Agosto 46 mm 21/08/2016
Março 106,2 mm 11/03/1994 Setembro 78,1 mm 09/09/2009
Abril 82,1 mm 07/04/2017 Outubro 72,7 mm 07/10/1991
Maio 140,4 mm 25/05/2005 Novembro 91,1 mm 25/11/2002
Junho 74 mm 15/06/1987 Dezembro 151,8 mm 21/12/1988

No inverno, porém, o ingresso de fortes massas de ar polar acompanhadas de excessiva nebulosidade às vezes fazem com que as temperaturas permaneçam muito baixas, mesmo durante a tarde. Tardes com temperaturas máximas que variam entre 14 °C e 16 °C são comuns até mesmo durante o outono e o início da primavera. Durante o inverno, já houve vários registros de tardes em que a temperatura sequer ultrapassou a marca dos 10 °C, como em 24 de julho de 2013, quando a máxima foi de apenas 8,5 °C.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1961 a menor temperatura registrada em São Paulo, no Mirante de Santana, foi de 0,8 °C em 10 de julho de 1994, mas o recorde mínimo foi de -2,1 °C, registrado em 2 de agosto de 1955. Já a maior temperatura atingiu os 37,8 °C em 17 de outubro de 2014, ultrapassando a marca anterior de 37 °C observada em 20 de janeiro de 1999. O maior acumulado de precipitação observado em 24 horas foi de 151,8 mm em 21 de dezembro de 1988, sendo o recorde mensal de 607,9 mm em março de 2006. O menor índice de umidade relativa do ar foi registrado na tarde de 14 de agosto de 2009, de 10%.

[Esconder]Dados climatológicos para São Paulo (Mirante de Santana)
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 37 36,4 34,3 33,4 31,7 28,8 30,2 33 35,5 37,8 35,3 34,8 37,8
Temperatura máxima média (°C) 28,2 28,8 28 26,2 23,3 22,6 22,4 24,1 24,4 25,9 26,9 27,6 25,7
Temperatura média compensada (°C) 22,9 23,2 22,4 21 18,2 17,1 16,7 17,7 18,5 20 21,2 22,1 20,1
Temperatura mínima média (°C) 19,3 19,5 18,8 17,4 14,5 13 12,3 13,1 14,4 16 17,3 18,3 16,2
Temperatura mínima recorde (°C) 11,9 12,4 12 6,8 3,7 1,2 0,8 3,4 3,5 7 7 10,3 0,8
Precipitação (mm) 288,2 246,2 214,5 82,1 78,1 50,3 47,8 36 84,8 126,6 137 224,4 1 616
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 16 14 13 7 7 4 4 4 7 10 10 14 110
Umidade relativa compensada (%) 77,2 76 77,1 75,3 75,6 73,2 71,6 69,4 72,5 74,3 73,6 75,5 74,3
Horas de sol 139,1 153,5 161,6 169,3 167,6 160 169 173,1 144,5 157,9 151,8 145,1 1 893,5
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010; recordes de temperatura: 1961-presente)

Hidrografia

Ver também: Crise hídrica no estado de São Paulo em 2014–2016
Marginal Tietê e rio Tietê.
Represa Billings.

São Paulo está localizada junto à bacia do rio Tietê, tendo as sub-bacias do rio Pinheiros e do rio Tamanduateí papéis importantes em sua configuração. Seus rios já foram uma importante fonte de água doce e de lazer. No entanto, efluentes industriais pesados ​​e descargas de águas residuais no final do século XX fizeram com que os rios ficassem fortemente poluídos. Um programa de limpeza substancial para ambos os rios está em andamento (vide Projeto Tietê), financiado através de uma parceria entre o governo local e os bancos internacionais de desenvolvimento, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O rio é navegável no trecho que atravessa a cidade, embora o transporte de água se torne cada vez mais importante no rio Tietê devido à Hidrovia Tietê-Paraná.

Não existem grandes lagos naturais na região, mas os reservatórios Billings e Guarapiranga nos subúrbios do sul da cidade são usados ​​para geração de energia, armazenamento de água e atividades de lazer. A flora original da área consistiu principalmente em angiospermas perenifólias. As espécies não autóctones são comuns, o clima ameno e as chuvas abundantes permitem cultivar a multidão de plantas tropicais, subtropicais e temperadas, especialmente o onipresente eucalipto.

O norte do município contém parte do Parque Estadual Cantareira de 7.917 hectares, criado em 1962, que protege uma grande parte do abastecimento de água metropolitana de São Paulo. Em 2015, São Paulo experimentou uma grande seca, que levou várias cidades do estado a iniciar o sistema de racionamento.

Problemas ambientais

Rio Pinheiros, um dos mais poluídosda cidade. A degradação dos recursos hídricos é um problema crônico da metrópole.
Smog visto no horizonte da região do Ibirapuera.

A poluição do ar no município é intensa, devido principalmente à enorme quantidade de automóveis que circulam diariamente em suas ruas, avenidas e rodovias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece um limite de 20 microgramas de material particulado por metro cúbico de ar como uma média anual segura. Em uma avaliação realizada pela OMS entre mais mil cidades ao redor do mundo em 2011, a cidade de São Paulo foi classificada na 268ª posição entre as mais poluídas, com uma taxa média de 38 microgramas por metro cúbico, índice bastante superior ao limite imposto pela organização, mas inferior ao de outras cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro (64 microgramas por metro cúbico). Um estudo de 2013 apontou que a poluição atmosférica na cidade causa mais mortes do que os acidentes de trânsito.

Além da poluição atmosférica, o município tem sérios problemas devido à poluição hídrica, concentrada principalmente em seus dois principais rios, o rio Tietê e o rio Pinheiros, que estão altamente degradados e são alguns dos rios mais poluídos do país. Atualmente o rio Tietê passa por um programa de despoluição que dura alguns anos.

O problema do abastecimento equilibrado de água para a cidade – e para a metrópole, de uma forma geral – também se configura como questão preocupante: São Paulo possui poucas fontes de água em seu próprio perímetro, tendo de buscá-la em bacias hidrográficas distantes. O problema da poluição da água também é agravado pela ocupação irregular das áreas de mananciais, ocasionada pela expansão urbana, impulsionada pela dificuldade de acesso à terra e à moradia em áreas centrais por parte da população de baixa renda e associada à especulação imobiliária e precariedade nos novos loteamentos. Com isto, também ocorre uma sobrevalorização do transporte individual sobre o transporte coletivo – levando à atual taxa de mais de um veículo para cada dois habitantes e agravando o problema da poluição ambiental.

Parques e biodiversidade

Parque Estadual da Cantareira, parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo.
Parque do Povo, localizado no distrito do Itaim Bibi, na Zona Oeste.

São Paulo possuía em 2010, 62 parques municipais e estaduais, como o Parque Estadual Turístico da Cantareira, parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo e que abriga uma das maiores florestas urbanas do planeta com 7 900 hectares de extensão, o Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, o Parque Ibirapuera, o Parque Ecológico do Tietê, o Parque Estadual do Jaraguá, tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1994, a Área de Proteção Ambiental Capivari-Monos, o Parque Estadual da Serra do Mar, o Parque Anhanguera, o Parque Villa-Lobos, o Parque do Povo, entre outros.

Em 2009, São Paulo possuía 2,3 mil hectares de área verde, menos que 1,5% da área da cidade e abaixo dos 12 m² por habitante recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 21% da área do município é coberta por áreas verdes, incluindo reservas ecológicas (dados de 2010).

No município é possível observar pássaros florestais que geralmente aparecem na primavera, devido ao cinturão de mata nativa que ainda cerca a região metropolitana. Espécies como o sabiá-laranjeira, sanhaço, bem-te-vi e colibri são as mais comuns. Apesar da intensa poluição, os principais rios da cidade, o Tietê e o Pinheiros, abrigam várias espécies de animais como capivaras, gaviões, quero-quero, garças africanas e ratões do banhado. Outras espécies encontradas no município são o veado-catingueiro, bugio, tucano-de-bico-verde e pavão-do-mato.

Parque Ibirapuera com o Obelisco e a cidade ao fundo. Em 2013 foi eleito o melhor parque da América do Sul pelos usuários do site TripAdvisor.

Demografia

Crescimento populacional
Censo Pop.
1872 31 385
1890 64 934 106,9%
1900 239 620 269,0%
1920 579 033 141,6%
1940 1 326 261 129,0%
1950 2 198 096 65,7%
1960 3 825 351 74,0%
1970 5 978 977 56,3%
1980 8 587 665 43,6%
1991 9 626 894 12,1%
2000 10 405 867 8,1%
2010 11 253 503 8,1%
Est. 2018 12 176 866 8,2%
Censos demográficos do IBGE
Ver também: Lista dos distritos de São Paulo por população

São Paulo foi a capital brasileira que mais cresceu em todo o século XX, atingindo a marca de um milhão de habitantes na década de 1930 e se configurando como o município mais populoso do Brasil desde 1960, quando ultrapassou o Rio de Janeiro em população.

No censo demográfico de 2010, a população do município era de Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 11 253 503 habitantes, apresentando uma densidade populacional de 7 387,69 hab./km².

Conforme o mesmo censo, 5 924 871 eram do sexo feminino (52,65%) e 5 328 632 do sexo masculino (47,35%). Ainda segundo o mesmo censo, 11 152 344 habitantes viviam na zona urbana (99,1%) e 101 159 na zona rural (0,9%). Naquele ano, o distrito mais populoso de São Paulo era Grajaú, com 360 787 habitantes, e Marsilac, no extremo sul do município, o menos populoso, com uma população de 8 258 pessoas. Para 2018, a estimativa populacional é de 12 176 866 habitantes.

Desenvolvimento humano

Distritos de São Paulo por IDH, segundo o Atlas Municipal de 2007.

O município possui um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito alto (0,805), o décimo quarto maior do estado e o 28º do Brasil. Porém, a distribuição do desenvolvimento humano na cidade não é homogênea. Os distritos mais centrais em geral apresentam IDH superior a 0,9, gradualmente diminuindo à medida que se afasta do centro, até chegar a valores de cerca de 0,7 nos limites do município.

A diferença social entre as regiões centrais e as periferias deve a questões históricas, uma vez que a área central, sobretudo a localizada entre os rios Pinheiros, Tietê e Tamanduateí, foi o local onde mais se concentraram os investimentos e o planejamento urbano por parte do poder público, bem como onde se instalou, historicamente, quase a totalidade da elite econômica da cidade. As populações de mais baixa renda, por não terem como arcar com o custo de vida dessas áreas, acabam assim ocupando as áreas nas bordas do município, mais desprovidas de infraestrutura.

Um ranking mundial de qualidade de vida, elaborado pela consultoria internacional em recursos humanos Mercer, aponta a capital paulista na 117ª posição entre 221 cidades e a terceira posição entre as quatro cidades brasileiras do ranking, atrás somente de Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, e à frente de Brasília. O status ecológico em um ranking paralelo aponta a cidade na 148ª posição.

O índice de Gini do município, que mede a desigualdade social, é de 0,62. Os distritos de Vila Andrade, Vila Sônia e Tremembé possuem a maior disparidade econômica. Todos os índices são publicados no Atlas do Trabalho e Desenvolvimento de São Paulo, uma ferramenta eletrônica que abriga mais de duzentos indicadores socioeconômicos da capital.

Imigrantes e migrantes

Ver também: Lista dos bairros paulistanos por imigração
Ver também: Imigração árabe no Brasil, Imigração japonesa no Brasil, Imigração italiana em São Paulo, Imigração portuguesa no Brasil e Migração nordestina
Imigrantes italianos posando para fotografia no pátio central da Hospedaria dos Imigrantes (atual Memorial do Imigrante), ca. 1890

Restaurante italiano no bairro da Bela Vista.

São Paulo é a cidade mais multicultural do Brasil e uma das mais diversas do mundo. Desde 1870, aproximadamente 2,3 milhões de imigrantes chegaram ao estado, vindos de todas as partes do mundo. Atualmente, é a cidade com as maiores populações de origens étnicas italiana, portuguesa, japonesa, espanhola, libanesa e árabe fora de seus países respectivos, e com o maior contigente de nordestinos fora do Nordeste. No censo de 2010, da população total, 6 823 004 eram brancos (60,63%), 3 447 290 pardos (30,63%), 717 215 pretos (6,37%), 250 146 amarelos (2,22%) e 12 959 indígenas (0,12%), além de 2 891 sem declaração (0,03%).

A comunidade italiana é uma das mais fortes, marcando presença em toda a cidade. Dos dez milhões de habitantes de São Paulo, 60% (seis milhões de pessoas) possuem alguma ascendência italiana. São Paulo tem mais descendentes de italianos que qualquer outra cidade italiana (a maior cidade da Itália é Roma, com 2,5 milhões de habitantes). Ainda hoje, os italianos agrupam-se em bairros como o Bixiga, Brás e Mooca para promover comemorações e festas. Em 1870, como o início da substituição da mão de obra escrava pela de imigrantes europeus, a população italiana em São Paulo era de 30 mil pessoas. No início do século XX, essa população havia saltado para 240 mil pessoas. São Paulo é a segunda maior cidade consumidora de pizza do mundo (dados de 2007). São seis mil pizzarias produzindo cerca de um milhão de pizzas por dia (dados de 2008).

A comunidade portuguesa também é bastante numerosa, e estima-se que três milhões de paulistanos possuem alguma origem em Portugal. A colônia judaica representa mais de 60 mil pessoas em São Paulo e concentra-se principalmente em Higienópolis (presença maior) e no Bom Retiro (presença menor, atualmente). A partir do século XIX, e especialmente durante a primeira metade do século XX, São Paulo recebeu também imigrantes alemães (no atual bairro de Santo Amaro), espanhóis e lituanos (no bairro Vila Zelina). Podemos destacar também a importante comunidade armênia, com suas diversas instituições instaladas nas proximidades dos bairros Bom Retiro, próximo a Estação Armênia do Metrô, Imirim e Brás. Os armênios fizeram do comércio e da fabricação de calçados suas principais atividades.

Com a decadência da imigração europeia e asiática após a década de 1930, passou a predominar a vinda de migrantes, em sua maioria oriundos da região Nordeste do Brasil.

Bairro da Liberdade, reduto da comunidade japonesa.
Um bazar sírio em 1940.

A cidade já contava com população afrodescendente no século XIX, mas foi a partir da segunda metade do XX que a população de origem africana cresceu rapidamente, através da chegada de pessoas de outros estados brasileiros, principalmente da zona litorânea da Bahia.[107] De acordo com o IBGE, no Censo de 2000, 30,3% da população paulistana tinham alguma ascendência africana; isto é, declaravam-se como “pretos” e “pardos”.

Uma das colônias mais marcantes da cidade é a de origem árabe. Os libaneses e sírios chegaram em grande número entre os anos de 1900 a 1930. Hoje seus descendentes estão totalmente integrados à população brasileira, embora aspectos culturais de origem árabe marcam até hoje a cultura da capital paulista. Restaurantes de comida árabe abundam por toda a cidade, vendendo pratos que já entraram definitivamente na culinária brasileira: quibe, esfiha, charutinho de repolho etc. A rua 25 de Março foi criada pelos árabes, que eram em sua maioria comerciantes.

A cidade de São Paulo possui o maior número de pessoas que se declaram de origem asiática (amarelos) do Brasil. Cerca de 456 mil pessoas são de origem oriental, dos quais 326 mil são japoneses. A comunidade japonesada cidade é a maior fora do Japão. Imigrantes vindos do Japão começaram a chegar em 1908, e imigraram em grande número até a década de 1950. A maior concentração de orientais da cidade está no distrito da Liberdade. Este distrito de São Paulo possui inúmeros restaurantes japoneses, lojas com peças típicas do Japão, e nele veem-se letreiros escritos em japonês e ouve-se muito o idioma. A colônia coreana da cidade também é notável. São mais de 60 mil pessoas de origem sul-coreana, particularmente concentrados no Bom Retiro, Aclimação e Liberdade. No bairro da Aclimação é possível encontrar diversos restaurantes coreanos, além de locadoras de vídeo e mercearias coreanas. Os chineses são bastante numerosos nos distritos da zona central da cidade, como o Brás e a Liberdade.[105] Em 2016, o município possuía pelo menos um morador nativo de 196 países diferentes, segundo dados do Departamento de Polícia Federal.

Panorama da Zona Central de São Paulo a partir do edifício Altino Arantes
TELEFONES ÚTEIS

EMERGÊNCIAS

  • Emergência de trânsito – 1188
  • Emergência de saúde – 192
  • Polícia Civil – 147
  • Polícia Militar – 190
  • Bombeiros – 193
  • Defesa do Consumidor – 151

INFORMAÇÕES SOBRE TELEFONES

  • Assinantes locais – 102
  • Ligações internacionais – 000333

TRANSPORTES

  • Metrô – 0800-7707722 www.metro.sp.gov.br
  • Ônibus municipais – 156

Aeroportos:

  • São Paulo Guarulhos (11) 2445-2945;
  • Congonhas (11) 5090-9000;
  • Campo de Marte (11) 2221-2699

OUTROS

  • Airport Bus Service – 0800-2853047 ou (11) 3775-3850
  • Terminais Rodoviários: Tietê, Barra Funda e Jabaquara – (11) 3866-1100
  • Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – 0800-0550121
  • SINDITAXI – Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo – (11) 5573-5200

Bandeira

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Brasão

Ficheiro:Brasão da cidade de São Paulo.svg

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